Dicionário Astronômico

O universo é um grande lugar cheio de coisas maravilhosas e inimagináveis. O passatempo de astronomia amador contém palavras, rótulos e termos técnicos que podem parecer um pouco confusos tanto para iniciantes como para os hobbyistas mais experientes.
Este glossário de termos de astronomia contém definições para algumas das palavras mais comuns usadas em astronomia, cosmologia, astrofísica e exploração espacial. 

A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W  Z

 Aberração . Desvio angular aparente da posição de um corpo celeste na direção do movimento do observador, causado pela composição da velocidade do observador e da velocidade da luz. A aberração faz com que um astro pareça estar em uma direção diferente da real. 2. Defeito da imagem formada por um sistema óptico. As aberrações podem ser causadas pela não convergência dos raios luminosos (aberração esférica, astigmatismo, coma), pela deformação geométrica da imagem (curvatura de campo, distorção) e pela dispersão produzida pelo vidro das lentes (aberração cromática).  

Abertura Diâmetro das lentes ou dos espelhos dos telescópios. A abertura é a característica principal de um telescópio astronômico, determinando quanta luz um telescópio pode reunir. Sempre devemos classificar os telescópios por sua abertura e não pela sua magnitude. Nunca compre um telescópio cuja ênfase, no anúncio, é dada ao seu poder de ampliação: a abertura e a qualidade são muito mais importantes. 

Absorção Intersideral Absorção da luz por minúsculas partículas de poeira. Estas partículas de poeira, com tamanho aproximado de 0,00001 cm, estão espalhadas por todo espaço, mas concentram-se principalmente nos espirais da Via Láctea. Como estas partículas absorvem mais luz vermelha do que azul, a quantidade de luz vermelha num corpo celeste visto da Terra pode ser utilizada para calcular sua distância. Quanto mais distante estiver a fonte de luz, mais luz avermelhada aparecerá. Este fenômeno é conhecido como avermelhamento intersideral. 

Adams, John Crouch (1819 - 1892) Astrônomo e matemático britânico que, independentemente de Leverrier calculou a posição de Netuno a partir de distúrbios (perturbações) gravitacionais na órbita de Urano. 

Afélio Para um corpo em órbita elíptica (em forma de elipse) em torno do Sol, é o ponto da órbita onde um astro tem o maior afastamento do Sol. Oposto de periélio.  

Aglomerado

Agrupamento de algumas dezenas até milhares de astros ligados entre si pela gravitação.

Aglomerado Aberto
Aglomerado sideral sem forma definida, cuja quantidade de estrelas varia de poucas até alguns milhares numa região localizada, geralmente, a muitos anos-luz de distância. Os aglomerados abertos são formados por estrelas jovens, quentes, de brilho intenso, que se deslocam separadamente. Elas estão situadas no disco da galáxia (por isto algumas vezes são chamados de aglomerados galácticos) que se situa nos braços espirais. Exemplos de aglomerados abertos: as Plêiades (M45), a Colméia (M44) e a Caixa de Jóias.

Aglomerado Galáctico
Grupo de galáxias que é unido pela gravidade. A maior parte das galáxias encontra-se em aglomerados e é mais provável que se encontre uma galáxia próxima a outra do que numa parte isolada do céu.
Os aglomerados galácticos podem ser compactos, com largura aproximada de 50.000 anos luz, contendo de 10 a 50 galáxias de tipos diferentes. O Grupo Local, ao qual pertence à Via Láctea, é um exemplo destes aglomerados.
Outros aglomerados compactos podem ser formados principalmente por galáxias elípticas Alguns membros dos aglomerados se aproximam tanto que um retira material do outro. A isto se dá o nome de "Colisão de Galáxias” e acontece atualmente entre a Via Láctea e diversas pequenas galáxias vizinhas (com a Via Láctea engolindo suas vizinhas).
Outros aglomerados são do tipo difuso, com largura entre 10 e 50 milhões de anos-luz, contendo por volta de 1.000 galáxias de vários tipos. Como as galáxias, os aglomerados também se agrupam.
Grupos de aproximadamente 7 aglomerados formam superaglomerados cujos tamanhos podem atingir 200 milhões de anos-luz. Até o momento não se sabe com certeza se os superaglomerados se formaram primeiro partindo-se depois em aglomerados e galáxias, ou se as galáxias foram as primeiras a se formarem unindo-se depois para formar os aglomerados e os superaglomerados.

Aglomerado Globular
Os aglomerados globulares são formações esféricas densas contendo milhões de estrelas 
antigas (População II). Com um tamanho aproximado de 100 anos-luz, eles envolvem o núcleo 
galáctico. Eles se formaram a quase 13 bilhões de anos.
Estes aglomerados contêm anãs vermelhas, que possuem poucos elementos pesados, pois 
foram formadas antes dos elementos serem gerados nas explosões das supernovas. Harlow 
Shapley utilizou as Variáveis RR Lyrae dos aglomerados globulares para determinar sua 
localização e definir a estrutura de nossa galáxia. Poucos aglomerados globulares brilhantes, 
como Omega de Centauro e M13, aparecem como formas estranhas a olho nu. Se vivêssemos 
num planeta situado num aglomerado globular não existiria noite. As estrelas nestes 
aglomerados são tantas que seu brilho equivale ao de 20 luas cheias.
Enquanto os aglomerados globulares circundam o núcleo de uma galáxia, os braços espirais 
contêm aglomerados abertos. Os aglomerados abertos são associações livres de estrelas 
jovens que se formam de uma mesma nebulosa.
Os astrônomos encontraram quase 1.000 aglomerados abertos e estimam que existam 18.000 
deles na Via Láctea. Ao contrário do que acontece nos aglomerados globulares, nos 
aglomerados abertos as estrelas se movimentam separadamente. Muitos destes aglomerados 
possuem gigantes azuis que morrem antes da formação de estrelas menores amarelas e 
vermelhas. Os astrônomos localizam a seqüência sideral principal de maior massa de um 
aglomerado aberto e a utilizam para calcular a idade do aglomerado. As Plêiades, por exemplo, 
tem apenas alguns milhões de anos porque existem estrelas azuis brilhantes iluminando este 
aglomerado. O tamanho dos aglomerados abertos equivale a 10 anos luz e eles são 
compostos por um número de estrelas que varia entre 100 até milhares, como no caso  o 
"aglomerado duplo" na constelação de Perseu, que pode ser visto com o auxílio de um 
pequeno telescópio. A Colméia (M44) na constelação de Câncer, e o Aglomerado do Pato 
Selvagem (M11) na constelação de Escudo são dois outros exemplos de aglomerados 
brilhantes.

Albedo
Razão entre o fluxo luminoso refletido por um corpo e o fluxo luminoso que ele recebe. Um 
espelho perfeito reflete toda a luz que recebe, então o seu albedo é 1. Um absorvente perfeito 
impede que qualquer luz escape, então o seu albedo é 0. A Terra reflete cerca de 40% da luz 
que recebe do Sol, então o seu albedo é 0,4.

Aldrin, Edwin Eugene (1930)
Co-piloto da primeira missão de aterrissagem lunar, em 20 de julho de 1969. Como assistente 
de Neil Armstrong, tornou-se o segundo ser humano a pisar na superfície da Lua, no passeio 
de duas horas e meia na superfície lunar, durante a missão Apolo 11.

Alfa do Centauro
Sistema sideral mais próximo ao Sol. Situada a apenas 4,3 anos-luz, Alfa do Centauro é um 
sistema sideral triplo composto por uma anã vermelha e duas estrelas muito semelhantes ao 
Sol. As três estrelas de Alfa do Centauro, em conjunto, apresentam magnitude aparente de - 
0,27.

Algol
Famosa estrela cintilante localizada a 80 anos-luz na constelação de Perseu. Também
chamada Beta de Perseu e Estrela do Demônio, Algol representa a cabeça decapitada de 
Medusa, que foi morta por Perseu. O brilho de Algol varia durante um ciclo de 2,87 dias devido 
à presença de uma estrela companheira que orbita em frente a estrela principal eclipsando sua 
luz. Algol foi classificada como uma estrela binária eclipsante pelo astrônomo inglês John 
Goodricke, em 1782. Mais tarde os astrônomos descobriram que, na verdade, Algol é um 
sistema sideral triplo.

Alongamento
1. Ângulo visto da Terra, formado pelo Sol e um planeta (ou a Lua). 2. Ângulo formado entre 
um planeta inferior e o horizonte ao amanhecer e ao anoitecer.
Altazimute 
Montagem que permite movimentar um telescópio para cima e para baixo (altitude) e para a 
esquerda e direita (azimute). Este tipo de montagem é muito utilizado nos telescópios caseiros 
do tipo Dobsonianos.
Altitude 
Distância de um objeto em relação ao horizonte. A altitude é medida em graus perpendiculares 
ao horizonte.

Anã Branca
Estrela agonizante. Seu diâmetro equivale a 1/100 do raio do Sol (aproximadamente o tamanho 
da Terra), sua luminosidade a 1/10.000 a do Sol e sua massa é menor do que o limite de 
Chandrasekhar (1,4 vezes a do Sol). A densidade das anãs brancas é 1.000.000 de vezes 
superior à da água. Embora geralmente sejam brancas, estas estrelas podem ser de qualquer 
cor, sendo que esta depende da temperatura de sua superfície. As anãs brancas mais quentes, 
que foram as primeiras a serem descobertas, são de cor branca. O estágio de anã branca é o 
antepenúltimo no processo de morte de uma estrela cuja massa final (após o colapso de suas
camadas externas) é inferior a 1,4 vezes a do Sol. Após estas estrelas terem fundido todo seu 
hidrogênio elas entram em colapso. Quando, em função do colapso, elas atingem uma 
temperatura suficiente para reiniciar a fusão, esta se inicia com um salto e elas transformam-se 
em gigantes vermelhas. 
As gigantes vermelhas perdem a maior parte de sua massa no vento solar transformando-se 
em nebulosas planetárias e continuam a perder massa. Os núcleos resfriados destas 
nebulosas são as anãs brancas. Estas estrelas agonizantes não conseguem mais produzir 
energia a partir da fusão, e sua luz advém da fuga de gás quente de seu interior. Quando esta
fonte de calor se esgotar elas perderão seu brilho e se transformarão em anãs pretas. Como 
elas não estão mais efetuando a fusão, não existe mais energia capaz de contra-atacar os 
efeitos da força gravitacional, e elas entram em colapso. Em conseqüência, sua matéria está 
degenerada, o que significa que os elétrons escaparam de seus átomos e se uniram. A força 
que evita que as anãs brancas tornem-se estrelas de neutros ou buracos negros é chamada de 
degeneração, e é provocada pela resistência mútua dos elétrons. Os cálculos efetuados para
determinar que dimensão as anãs brancas devem ter para permanecerem estáveis
demonstram que quanto mais massa uma anã branca tiver, menor ela será. A anã branca mais 
famosa é Sirius B, companheira da estrela Sirius.

Anã Vermelha
Menor estrela da seqüência principal e provavelmente o tipo mais comum de estrela. Os 
astrônomos acreditam que 80% de todas as estrelas sejam anãs vermelhas. As anãs 
vermelhas possuem a superfície fria (de acordo com os padrões siderais) e, como fundem seu 
combustível nuclear vagarosamente, elas brilham durante 50 bilhões de anos. 
Devido a seu pequeno tamanho e baixa temperatura (2.000 a 3.000 K), sua luminosidade 
corresponde a apenas 5% a 0,01% da do Sol. Em conseqüência os astrônomos só conseguem 
ver as anãs vermelhas que estão a até 100 anos-luz de distância.

Anaxagoas (500 - 429 a.C.)
Filósofo e astrônomo grego que acreditava que os objetos na Terra e no Céu eram compostos 
pelas mesmas substâncias. Ele achava que o Sol era uma grande rocha brilhante, como um 
pedaço de carvão aceso colocado no céu. Ele disse, acertadamente, que a lua refletia a luz do 
sol explicando, assim, porque a lua escurece durante um eclipse.

Anaximander (610 - 545 a.C.)
Astrônomo e filósofo grego considerado o pai da astronomia. Ele acreditava, corretamente, que 
a Terra era um corpo celeste frio e sólido. Infelizmente, difundiu a idéia de que as estrelas 
estavam presas num globo gigante que girava ao redor da Terra, que também seria fixa. Este 
pensamento só foi corrigido 2.000 anos depois por Kepler e Galileu.

Andrômeda, Galáxia de
Objeto celeste mais distante que pode ser visto a olho nu. A Galáxia de Andrômeda, também 
chamada de M31, é uma galáxia espiral similar à Via Láctea. Ela aparece como um mancha 
ovalada de luz na constelação de Andrômeda. As observações desta galáxia revelam que ela 
se situa a aproximadamente 2,1 milhões de anos-luz da Terra e contém 300 bilhões de 
estrelas. Imagens desta galáxia mostram que nela há faixas claras e escuras, aglomerados e 
supernovas.
A Galáxia de Andrômeda possui diversas galáxias satélites similares às Nuvens de Magalhães. 
A Galáxia de Andrômeda, a Via Láctea, e outras galáxias menores pertencem a um 
aglomerado chamado Grupo Local.

Angstrom (Â)
Unidade de comprimento equivalente à centésima milionésima parte do centímetro. O nome 
angstrom foi dado em homenagem a Anders Jonas Angstrom (1814 - 1874) que estudou o 
espectro das ondas de energia (luz visível, raios ultravioletas, etc.) do Sol. Os angstroms são 
geralmente usados para expressar o comprimento onda da luz, sendo que a luz visível 
classifica-se entre 4000 e 7000 angstroms.

Ângulo de Posição
Ângulo formado por duas estrelas binárias em relação ao norte. O ângulo é uma medida em 
sentido horário da posição das estrelas mais esmaecidas em relação às mais brilhantes, que 
pode chegar a 360º.

Ano
Tempo que a Terra leva para orbitar o Sol. O ano que nós usamos é o tropical que se baseia 
no tempo entre dois equinócios de primavera e dura 365,2422 dias. O ano sideral, que é 
calculado pela posição da Terra em relação a outras estrelas exceto o Sol, é um pouco mais 
longo devido à precessão e dura 365,3564 dias. O ano anomalístico, que é o período entre um 
dos periélios da Terra até o próximo,e, que é afetado pela força gravitacional dos outros 
planetas, dura 365,2596 dias.

Ano Luz
Medida astronômica que corresponde à distância que a luz percorre em um ano. Equivale à 
distância de 9.500.000.000.000 (9,5 trilhões) de quilômetros.

Ano Sideral
Tempo que a Terra leva para orbitar o Sol em relação às estrelas de fundo. O ano sideral 
equivale a 365,26 dias solares ou 366,26 dias siderais.

Antena
Dispositivo destinado a captar ou emitir radiações eletromagnéticas. Coletor de ondas.

Antoniadi, Eugene M. (1870 - 1944)
Astrônomo francês que produziu ótimos mapas siderais, traçando a localização de Mercúrio e 
Marte. Antoniadi inventou a escala de Antoniadi, que fornece uma medida da qualidade de 
observação (chamada visão). O número 1 na escala de Antoniadi significa um céu perfeito 
enquanto o valor 5 representa exatamente o oposto.

Apastron
Ponto na órbita das estrelas duplas onde elas estão mais separadas.
Ápice Solar 
Ponto no céu em direção ao qual o Sol se movimenta (similar ao movimento próprio das outras 
estrelas). William Herschel tentou calcular em que direção o Sol se movimentava, em relação 
às outras estrelas, determinando sua velocidade radial e seu movimento próprio. Ele acreditava 
que o Sol seguia em direção à Hércules, porém atualmente os astrônomos acham que o Sol
vai em direção à Lira, a uma velocidade de 20 km (12 milhas) por segundo. Em oposição ao 
Ápice Solar está o Anti-Ápice Solar, ponto do qual o Sol se afasta.

Apogeu (Longe da Terra)
O ponto mais afastado da Terra na órbita da Lua ou de um satélite artificial ao redor da Terra.

Apollo, Projeto
Programa espacial que levou 12 astronautas americanos na Lua. Durante seu famoso discurso, 
o Presidente John F. Kennedy lançou a meta de "Levar um homem à Lua e trazê-lo de volta em 
segurança". A NASA preparou diversos planos para alcançar a Lua, e optou por um local na 
órbita lunar. Para isto, seria necessário um grande foguete para lançar todas as naves 
espaciais ao mesmo tempo, para que viajassem juntas até a Lua.

Equipamento da Apolo: 
A nave espacial era composta por três partes: o módulo de comando, o módulo de serviço e o 
módulo lunar. O módulo de comando, em forma de cone, abrigava os astronautas durante a 
viagem. Atrás dele localizava-se o módulo de serviço, em forma de cilindro, contendo energia e 
combustível para alimentar a nave, bem como comida e oxigênio. As câmeras fotográficas e os
filmes, que seriam utilizados durante o passeio espacial, também estavam estocados no 
módulo de serviço. E, finalmente, o módulo lunar que pousaria com os astronautas na Lua e os 
lançaria de volta na órbita lunar. Todos estes módulos foram levados ao espaço pelo foguete 
Saturno V, porém só o módulo de comando retornou à Terra.

As Missões: 
A NASA testou as naves Apolo nas primeiras missões do programa Apolo. Três astronautas 
(Virgil I. Grissom, Edward H. White e Robert B. Chaffee) morreram durante um teste num 
trágico incêndio. Esta tragédia atrasou 18 meses o programa Apolo. Depois, a Apolo 7 lançou 
um módulo de comando e um de serviço na órbita da Terra. Foram efetuados testes que a 
NASA descreveu como sendo "101 por cento bem sucedidos". Após o triunfo da Apolo 7, a 
Apolo 8 lançou astronautas na órbita da Lua. Pela primeira vez seres humanos saíram do 
campo de gravidade da Terra e circundaram um mundo alienígena. As duas missões Apolo 
que se seguiram testaram o módulo lunar e ensaiaram a aterrissagem na Lua. Em julho de
1969, a Apolo 11 cumpriu o desafio lançado por Kennedy fazendo aterrissar Neil Armstrong e 
Edwin Aldrin no Mar de Tranqüilidade. Os dois astronautas andaram sobre a superfície lunar 
durante duas horas e meia, recolhendo pedras e fazendo experiências. Depois disto, a Apolo 
12 aterrissou próxima à sonda espacial Surveyor 3 que havia chegado à Lua 3 anos antes. Em 
seguida aconteceu a infeliz viagem da Apolo 13. Quando o módulo de comando da Apolo 13 foi 
lançado em direção à Lua, um tanque de oxigênio do módulo de serviço explodiu. Durante três 
dias, os astronautas sobreviveram com um mínimo de energia no módulo lunar. Para alívio do
mundo todo, eles conseguiram retornar em segurança à Terra. A Apolo 14 marcou o início de 
uma tendência de se efetuar pesquisas científicas mais aprofundadas durante as missões 
lunares. Durante passeios lunares mais demorados, os astronautas provocaram descargas 
elétricas para testar as características sísmicas da Lua. Também posicionaram refletores a 
laser na superfície lunar que permitiram, aos cientistas, determinar a distância da lua. A Apolo 
15 levou os primeiros jipes lunares. Com este veículo movido à bateria, os astronautas 
exploraram a superfície lunar a milhas de distância do lugar onde haviam aterrissado. A Apolo 
16 foi a única a pousar nas montanhas da Lua. As rochas ali coletadas demonstraram que esta
região é muita antiga. A Apolo 17 bateu todos os recordes: os astronautas permaneceram 3 
dias na Lua, fizeram uma passeio que durou 22 horas e coletaram mais de 400 kg de amostras 
de rochas. O programa Apolo foi cancelado pela NASA após a Apolo 17. Os cortes no 
orçamento e a falta de competição com a União Soviética provocaram a falta de incentivo para 
que ele continuasse.

Ápsides
Ponto em que um satélite está mais próximo ou mais distante do corpo celeste que orbita. Em 
relação aos planetas, o periélio e o afélio são os ápsides. Numa estrela dupla, o periastro e o 
apastro são os ápsides. Arecibo, Observatório de Maior radiotelescópio do mundo, localizado 
na montanhas de Porto Rico. Construído numa cratera natural em 1963, este radiotelescópio 
de 305 metros não pode ser movimentado, mas recebe sinais do céu desde 43 graus ao norte 
até 6 graus ao sul.

Ariel
Lua de Urano descoberta em 1851 pelo astrônomo amador inglês William Lassell. Ariel 
completa uma órbita a cada 2,5 dias a uma distância de 192.000 km (119.000 milhas) e está a 
aproximadamente 1.500 km (900 milhas) de distância. Supõe-se que Ariel seja composta por 
água congelada misturada com metano congelado.

Aristarchus de Samos (280 - 264 a.C.)
Astrônomo grego que foi a primeira pessoa a determinar o tamanho relativo da Terra, do Sol e 
da Lua. Percebendo que o Sol é muito maior do que a Terra, ele propôs que o Sol e não a 
Terra, fosse o centro do universo. Os gregos rejeitaram suas idéias e o universo heliocêntrico 
(centrado no Sol) não foi aceito até a época de Copérnico.

Aristóteles (384 - 322 a.C.)
Filósofo grego cujo modelo geocêntrico (centrado na Terra) do universo foi aceito por mais de 
2.000 anos. Apenas na época de Galileu os cientistas começaram a questionar suas crenças. 
Contudo, alguns dos escritos de Aristóteles estavam corretos. Por exemplo: ele achava que a 
Terra era uma esfera, e não plana.

Armstrong, Neil Alden (1930)
Astronauta americano que iniciou sua carreira como piloto de testes e cuja primeira missão 
espacial foi no comando da nave Gemini 8 em 1962. Durante este vôo, um problema nos 
propulsores fez com que a cápsula ficasse fora de controle, forçando-o a fazer um pouso de 
emergência. Como comandante da missão Apolo 11 em julho de 1969, Armstrong tornou-se a 
primeira pessoa a andar na Lua. Após uma aterrissagem bem sucedida (eles não podiam 
desperdiçar nem um segundo de combustível), ele e Edwin Aldrin exploraram o Mar de 
Tranqüilidade durante duas horas e meia, coletando rochas e fazendo experiências.

Ascenção reta
Uma das duas coordenadas equatoriais. É o ângulo de um astro no sentido leste-oeste, medido 
a partir do ponto gama, no sentido direto. Exprime-se em horas e frações hexadecimais. 
Equivale à longitude na esfera celeste. 
Asterismo Grupo especial de estrelas que são parte de uma constelação. São estrelas 
reconhecidas por formarem figuras no céu. O Cruzeiro do Sul (Crux) é um asterisma e existem
muitas outras estrelas na constelação que não fazem parte do desenho característico da cruz.

Asteróide
Pequenos corpos celestes rochosos e sem atmosfera geralmente encontrados numa região 
entre Marte e Júpiter chamada de Cinturão de Asteróides. Os asteróides que estão neste 
cinturão podem ser planetas que não chegaram a se formar, devido à guerra gravitacional 
entre Júpiter e o Sol. Alguns asteróides apresentam órbitas quase circulares, enquanto outros 
descrevem órbitas elípticas que os fazem atravessar as órbitas de diversos planetas. O 
tamanho destes pequenos corpos celestes varia entre o de Ceres, 940 km (600 milhas) de 
diâmetro, e o de uma pedra (1 a 2 metros). Ocasionalmente, os asteróides colidem entre si 
liberando partículas de poeira que caem na Terra como meteoros.

Descoberta:
Em 1772, o astrônomo alemão Johann Bode previu a existência de um planeta entre Marte e 
Júpiter. O Barão Franz Xavier von Zach decidiu encontrar este planeta, e, para tanto, formou 
um grupo de astrônomos, carinhosamente chamado de "Polícia Celeste", que iniciou a busca. 
Contudo, não foi um membro deste grupo que localizou o primeiro asteróide e sim Giuseppi 
Piazzi, em 1801. Porém o grupo de astrônomos não desistiu da busca e o astrônomo alemão 
Wilhelm Olbers identificou o asteróide Pallas, em 1802, e Vesta, em 1807. Karl Ludwig Harding 
encontrou Juno, em 1804. O número de asteróides conhecidos aumentou rapidamente: 100 até
1869, 200 até 1979. Em 1891, quando Max Wolf começou a utilizar fotografias para localizar 
asteróides, já haviam sido identificados 300. Com o auxílio de modernos computadores, os 
astrônomos conseguem visualizar atualmente mais de 2.500 asteróides. A massa total de 
todos os asteróides equivale a 0,0004 vezes a da Terra

Grupos:
Os asteróides podem ser agrupados de acordo com sua posição no sistema solar. A maior 
parte deles faz parte de um dos seguintes grupos: Cinturão Principal, Apolo e Amor, Troianos. 
O grupo Cinturão Principal engloba quase 95% de todos os asteróides. Eles estão situados 
entre 2 e 4 u.a. (1 u.a. = distância entre a Terra e o Sol), entre as órbitas de Júpiter e Marte. 
Espaços chamados de lacunas de Kirkwood dividem a região entre o Sol e Júpiter em frações. 
Os asteróides foram retirados dali devido a repetidas perturbações com Júpiter. O segundo 
grupo é chamado de Apolo e Amor. Os asteróides deste grupo apresentam uma órbita mais 
elíptica que os deslocam do centro do Cinturão Principal até o âmago do sistema solar. Alguns
apresentam órbitas bastante inclinadas que cruzam o caminho da Terra. No último grupo, 
Troianos, os asteróides orbitam a mesma distância de Júpiter.

Natureza dos Asteróides:
A maior parte dos asteróides aparece apenas como um ponto de luz. Sua luminosidade se 
altera em até 1,5 magnitudes, provavelmente devido à sua rotação. A maioria apresenta forma 
irregular, com albedos entre 7% e 18%. Os astrônomos acreditam que os asteróides sejam 
corpos celestes sólidos e frios, com superfície rochosa e núcleo formado por ferro e níquel.
Estas ilhas espaciais apresentam cicatrizes provocadas por milhares de impactos.

Origem dos Asteróides:
No final do ano de 1800, William Oblers sugeriu que os asteróides eram formados por material 
que não havia conseguido formar um planeta devido à força gravitacional de Júpiter. 
Atualmente, os astrônomos acreditam que não existiria massa suficiente para formar um
planeta, mas apenas poeira capaz de formar entre 15 e 30 pequenos corpos celestes. As
colisões entre eles teriam fragmentado estes corpos formando o que conhecemos hoje.

Astrofísica
Ciência que utiliza as leis conhecidas da física a fim de estudar os céus. Os astrofísicos 
calculam como os corpos celestes reagem em circunstâncias extremas. Por exemplo, eles 
teorizaram sobre como uma Estrela suporta seu próprio peso através da fusão e como a 
energia é irradiada pelo gás que vai em direção a um buraco negro. Estes fenômenos são 
visualizados pelos astrônomos através de fotografias e espectografias.

Astrofotografia
Uso de placas, filmes ou equipamentos eletrônicos para coletar luz dos corpos celestes. A 
astrofotografia é a espinha dorsal da moderna astronomia, abrindo novas janelas para o 
universo.

História:
A primeira vez em que a fotografia foi utilizada em astronomia foi por volta de 1840 quando 
John W. Draper tirou uma foto da Lua. O filme usado naquela época era muito lento, com 
período de exposição de diversos minutos. A primeira foto de uma estrela, Vega, foi feita com 
uma exposição de 100 segundos, em 1850 por W.C. Bond no Observatório da Universidade de 
Harvard. Em 1858, Warren de La Rue inventou o espectroheliógrafo, com o qual começou a 
tirar fotos diárias do sol. Desde então, os filmes usados atualmente tornaram-se 50.000 vezes 
mais sensíveis.

Aplicações:
Como as fotografias acumulam luz, elas podem revelar corpos celestes de baixa luminosidade 
e mais detalhes do que o olho humano. As fotos mostram pequenas mudanças que não são 
notadas nas observações visuais tais como a paralaxe e o movimento sideral. O brilho sideral é 
comparado através da utilização de placas fotográficas, assim como os movimentos dos 
planetas, dos asteróides e dos cometas. As espectografias das estrelas tem que ser feitas de 
tempos em tempos já que elas são muito esmaecidas para serem estudadas visualmente.

Avanços Recentes:
Durante os anos 80 foram inventados e utilizados pela primeira vez na astronomia os CCD 
(Dispositivos de Carga Acoplados) . Hoje em dia, os CCD substituíram as fotografias 
tradicionais na maior parte dos principais observatórios. Os CCDs utilizam a mesma tecnologia 
das câmeras de vídeo pessoais. Um chip colocado em seu foco coleta luz num conjunto de 
sensores que são como pequenos baldes. Eles enviam sinais a um computador que processa 
os dados e mostra a imagem. Os astrônomos utilizam os computadores para melhorar e 
trabalhar as imagens, revelando detalhes 100 vezes mais esmaecidos do que as placas 
tradicionais. Quando as câmeras CCD foram lançadas no mercado elas eram extremamente
caras. Porém o aumento da demanda fez com que os preços caíssem. Atualmente, os CCDs 
estão tornando-se cada vez mais populares entre os astrônomos amadores, devido à sua 
praticidade e qualidade: ao invés de tirar uma foto com exposição de 45 minutos e depois levar 
muitas horas para revelá-la, os amadores utilizam os CCDs para obter a mesma imagem com 
um minuto de exposição e vê-la instantaneamente no computador. A tecnologia do CCD 
revolucionou a moderna astronomia.


Astrometria
Astrometria é o mapeamento das posições dos corpos celestes no céu. Para os navegantes e 
os estudiosos as cartas celestes são de suma importância. Os astrônomos que trabalham em 
locais como o Observatório Naval dos EUA e o Observatório Real de Greenwich passam muito 
tempo mapeando as posições dos corpos celestes.

Astronomia
Estudo do espaço além da atmosfera da Terra. Antes do século vinte este termo significava o 
mapeamento dos céus.

História:
A astronomia é provavelmente a ciência mais antiga. Na pré-história, as pessoas olhavam o 
céu noturno e inventavam estórias a partir das figuras que viam nas estrelas. Os registros 
escritos mais antigos das observações astronômicas datam de 4.000 anos atrás quando as 
antigas civilizações utilizavam as estrelas para marcar as festas anuais. Os egípcios, por 
exemplo, esperavam a estrela Sirius aparecer, pois quando isto acontecia significava que a 
época do transbordamento do rio Nilo estava próxima. Os babilônios descobriram que a Lua 
repetia suas fases a cada 8 e 19 anos, e esta informação serviu de base para os gregos. O 
famoso filósofo grego Aristóteles escreveu que a Terra estava localizada no centro de um 
universo perfeito, uma idéia que foi aceita durante 2.000 anos. Ele acreditava que as estrelas
eram esferas de cristal penduradas num globo transparente que girava em volta da Terra. Por 
isto, teve muitas dificuldades em explicar o que eram os planetas. Como os planetas pareciam 
mudar de posição com relação às estrelas, os gregos achavam que eles giravam em volta da 
Terra. Se isto fosse verdade, os planetas se movimentariam no céu sempre da mesma 
maneira, e, geralmente o fazem. Porém, algumas vezes eles parecem ir para trás: movimento 
retrógrado. Para explicar este fenômeno, Ptolomeu criou os epiciclos, onde os planetas giram 
numa direção em volta da Terra, porém se movimentam na direção oposta num pequeno 
percurso. Imagine que está num carrossel e que existe um peso pendurado por um cordão
sobre sua cabeça. Se alguém observar o peso do centro do carrossel, imaginará ver o peso 
mover-se junto com a plataforma, mas também dar alguns saltos para trás. Após a queda do 
Império Romano, os antigos árabes preservaram e adicionaram ao conhecimento grego. Como 
resultado, há ainda hoje muitas estrelas com nomes árabes. Por volta de 1500, começaram a 
aumentar os problemas com relação ao modelo geocêntrico. Os astrônomos tinham de 
adicionar um sem número de epiciclos para explicar os movimentos por eles observados. Para 
resolver o assunto, um monge e astrônomo polaco chamado Nicolau Copérnico optou por 
colocar o Sol no centro do universo, e considerar a Terra como um planeta que girava ao seu
redor. 
Apesar de esta ser uma hipótese somente um pouco mais acurada, era muito mais simples do 
que as centenas de epiciclos utilizados no modelo geocêntrico. Copérnico publicou seu modelo 
heliocêntrico de universo no livro "De Revolutionibus Orbium Coelestium" apenas um ano antes 
de morrer. Nos 50 anos que se seguiram, este modelo tornou-se muito aceito até ser banido 
pela Igreja Católica. Com o intuito de acabar com a discussão, um astrônomo dinamarquês
chamado Tycho Brahe construiu um observatório, em forma de castelo, chamado Uraniborg 
numa pequena ilha ao norte de Copenhagen. Durante 20 anos ele efetuou as observações 
mais detalhadas da história, antes do aparecimento dos telescópios. Ao final da vida, conheceu 
Johannes Kepler, um matemático, que analisou os dados por ele coletados. A partir destes 
dados, Kepler formulou suas leis sobre o movimento planetário, mostrando que os planetas 
descreviam órbitas elípticas e não circulares. Isto explica porque o modelo heliocêntrico de 
Copérnico não era perfeito.
Quase na mesma época em que Kepler desenvolveu suas leis, Galileu Galilei testava o recém 
inventado telescópio. Ele descobriu que o mundo estava vivo. Existiam crateras e montanhas 
na Lua, Vênus apresentava fases, luas circundavam Júpiter e havia imperfeições na superfície 
do sol. Olhando a Via Láctea, descobriu milhares de estrelas, cujo fraco brilho, não permitia 
que fossem vistas a olho nu. Galileu ridicularizou a teoria do universo geocêntrico em seu livro 
"O Mensageiro das Estrelas". Isto enfureceu a Igreja Católica que baniu seus livros e o forçou a
desmentir seus argumentos. Porém o mal já havia sido feito. Galileu inspirou outros cientistas a 
observarem e analisarem os céus. Isaac Newton nasceu no ano em que Galileu faleceu. 
Apesar de não se considerar um astrônomo, Newton fez mais pela astronomia do que a 
maioria dos observadores. Suas leis sobre o movimento e a gravidade, em conjunto com seu 
telescópio refletor, propiciaram os maiores avanços da astronomia. Durante os anos de 1800, a 
ciência da espectroscopia (estudo do espectro de um corpo que emite radiações) surgiu a partir 
do trabalho de Fraunhofer e suas linhas de absorção. Os astrofísicos como Norman Lockyer e 
William Huggins estudaram os movimentos siderais utilizando espectógrafos. Isto fez a 
astronomia entrar ao século 20. 
Muitos dos avanços em nosso entendimento do universo foram ocasionados pelas melhorias 
nas técnicas de fotografia e na criação de grandes telescópios. Henrietta Leavitt descobriu a 
famosa taxa de massa versus luminosidade nas variáveis Cefeu. Utilizando estes dados, Edwin 
Hubble descobriu alterações vermelhas nas galáxias distantes, mostrando que o universo está 
em expansão. Atualmente os indivíduos tem sido substituídos por equipes de astrônomos que 
trabalham com equipamentos ultramodernos. As sondas espaciais, como a Voyager e a 
Magellan, revelaram imagens dos planetas com as quais Galileu havia sonhado. A astronomia 
avança a cada dia e continuará a modificar nossa visão do universo.

Astronomia dos Raios Gama:
Estudo do espaço através do exame das radiações com comprimentos de onda inferiores a um 
angstrom. Como a atmosfera da Terra bloqueia os raios gama, eles só podem ser estudados 
por foguetes ou satélites. Em 1967, os satélites Vela detectaram emissões de raios gama. 
Sabe-se que estas emissões acontecem diariamente e que provêm de um corpo celeste de 
tamanho similar ao do Sol, porém eles vêm de diversas direções e sua origem é ainda 
desconhecida. Parecem existir diversas fontes de raios gamas espalhadas pelo Universo, pois 
foi encontrada radiação de fundo de raios gama. Astronomia dos Raios X Estudo do espaço
utilizando radiações eletromagnéticas com comprimentos de onda entre 0,1 e 300 angstroms 
(raios X).

A astronomia dos raios X:
Começou no dia 18 de junho de 1962 com o lançamento do foguete de sondagem Aerobee. 
Esperava-se que este foguete encontrasse raios X gerados pelo Sol atingindo a superfície da 
Lua. Ao invés disto foram detectados intensos raios X vindos da direção da constelação de 
Escorpião, e fracos raios X que provinham de todas as direções. Nos anos 70 foram lançados 
muitos satélites equipados para detectar os raios X, dentre eles ANS-1, Ariel V, Copernicus e 
Uhuru. Os raios X do Sol, que são gerados principalmente pelo gás quente da coroa solar, 
também foram estudados por diversos equipamentos, dentre eles o Observatório Solar Orbital.
Existem diversas fontes conhecidas de raios X: 1. Acredita-se que os buracos negros possam 
ser detectados com a utilização da astronomia dos raios X. Descobriu-se que a estrela Cygnus 
X- 1 é um sistema sideral duplo, e que a massa conhecida de uma de suas companheiras faz 
dela uma forte candidata a buraco negro. Os raios X emitidos por Cygnus-1 emanam quando 
há a queda de material no buraco negro espiralando num disco de acreção que alcança o 
horizonte de eventos. Cygnus X-1 pode ser um sistema sideral triplo. Se a grande quantidade 
de massa de sua companheira fosse dividida entre duas estrelas, nenhuma se tornaria um 
buraco negro. 2. A Nebulosa de Caranguejo, que foi criada em 1054 pela supernova AD, é uma 
grande emissora de raios X, que se acredita sejam produzidos pela interação dos velozes 
elétrons do pulsar localizado ao centro e pelo campo magnético. 3. Fontes extragalácticas de 
raios X, tais como as Nuvens de Magalhães, os quasares, as galáxias Seyfert e a área entre as 
galáxias localizadas no centro de aglomerados galácticos. Scorpius X-1: Sco X-1, foi a primeira 
fonte de raios X identificada. Ela mostra fortes emissões ultravioletas que às vezes atingem 
intensidades incríveis. As emissões regulares de raios X por Sco X-1 produzem uma 
luminosidade 100.000 vezes superior à do Sol. Devido à quantidade de energia que ela gera e 
erupções ultravioletas, acredita-se que Sco X-1 seja um sistema de estrelas duplas, sendo um
dos membros uma estrela de nêutrons. As emissões parecem serem provocadas pelo material 
das estrelas que cai sobre a estrela de nêutrons. À medida que este material vai em direção à 
estrela de nêutrons, ele rodopia formando um disco de acreção. Quando ele gira e cai, sua 
temperatura aumenta atingindo milhões de graus Kelvin, e emite raios X e outros comprimentos 
de onda. 4. As binárias de raios X são sistemas de estrelas duplas nos quais a estrela mais 
densa só pode ser detectada através de suas emissões de raios X.

Astronomia Infravermelha:
Estudo do espaço utilizando radiações com comprimentos de onda que variam de 7.800 
angstroms (luz vermelha) até 1 milímetro (microonda). A parte infravermelha do espectro é 
composta em sua maior parte por comprimentos de onda que nós percebemos como quentes. 
O corpos celestes cuja radiação é composta basicamente por ondas infravermelhas não são 
tão quentes quanto o Sol, cuja radiação é formada principalmente por ondas de comprimento 
visíveis. Como o vapor d’água da atmosfera absorve a maior parte das radiações 
infravermelhas, os estudos deste tipo de radiação são mais precisos quando os instrumentos 
são levados para além da atmosfera terrestre. Em 1983, os Países Baixos, o Reino Unido e os 
Estados Unidos lançaram o Satélite Astronômico Infravermelho (IRAS), que descobriu, dentre 
outras coisas, nuvens de resíduos ao redor das estrelas Vega e Fornalhault. O satélite IRAS é 
tão sensível que pode detectar o calor do bulbo de uma lâmpada situado a uma distância 
equivalente à de Plutão.

Astronomia Ultravioleta:
Estudo dos corpos celestes do universo que irradiam, basicamente, energia ultravioleta, que se 
situa entre a luz visível e os raios X, e cujo comprimento de onda varia entre 3.00 e 3000 
angstroms (1 angstrom = Centésima milionésima parte de um metro). Estas investigações 
revelam uma atividade violenta já que um objeto celeste precisa ser aquecido acima de 50.000 
graus para irradiar basicamente raios ultravioleta. Utilizando a astronomia ultravioleta é 
possível compreender alguns dos processos dinâmicos nas vidas e na evolução das estrelas e 
das galáxias, assim como identificar quais os elementos presentes no espaço intersideral e 
examinar a atmosfera das estrelas e dos planetas. Apenas os satélites espaciais podem 
observar as fontes de raios ultravioleta porque a maior parte deles não penetra na atmosfera
terrestre.

Átomo
Bloco de matéria. O átomo é formado por três partes principais: prótons e nêutrons,que formam 
o núcleo, e elétrons que circundam o núcleo. O átomo possui uma quantidade igual de elétrons 
e prótons e é classificado de acordo com o número de prótons que há em seu núcleo.

AU
Antiga sigla em inglês para unidade astronômica (de "astronomical unit"). A sigla atualmente 
adotada é A

Aurora
Lençóis fluorescentes de luz vistos próximos aos Pólos Norte e Sul. Chamada de Aurora Boreal 
no norte e Aurora Austral no sul., são compostas por luzes que variam entre o vermelho e o 
verde, e podem ir e vir em segundos ou permanecer por diversos minutos. Os cientistas 
lançaram muitos foguetes e satélites com o intuito de estudar as luzes do norte. Eles acreditam 
que estas luzes são provenientes de erupções solares que vão em direção à Terra. À medida 
que as partículas caem na atmosfera elas fazem brilhar as moléculas de oxigênio e nitrogênio. 
Estas erupções luminosas acontecem num ciclo de onze anos de violenta atividade. 
Recentemente, os cientistas descobriram que as auroras dos hemisférios norte e sul estão 
ligadas pelo campo magnético da Terra.

Austral
Relativo ou pertencente ao sul.


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