quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Origem da vida e vida Extraterrestre

Origem da vida e vida
Extraterrestre

Somos nós as únicas criaturas no Universo que pensam sobre sua origem e evolução, ou existiriam outras formas de vida inteligente entre as estrelas?
A origem da vida e a existência de vida extraterrestre vem sendo focalizadas nos noticiários com grande intensidade desde os anos 1950, mas de forma crescente nos últimos anos, com a possível detecção de fosseis microscópicos  em Marte, e da existência de água em forma de oceanos, sob uma manta congelada, na lua Europa de Júpiter.


Qual é a origem da vida? O que diferencia seres vivos de simples matéria orgânica? No contexto de evolução cósmica, a vida resulta de uma sequência natural de evolução química e biológica da matéria pré-existente, regida pelas leis físicas. A regra fundamental é a de que os seres vivos são organismos que se reproduzem, sofrem mutações, e reproduzem as mutações, isto é, passam por seleção cumulativa. Já a vida inteligente requer mais de uma centena de bilhões de células, diferenciadas em um organismo altamente complexo e, portanto, requer um longo tempo de seleção natural cumulativa.




Vida na Terra


Segundo a paleontologia, fosseis microscópicos de bactéria e algas, datando de 3,8 bilhões de anos, são as evidencias de vida mais remota na Terra.

Portanto, cerca de 1 bilhão de anos apos a formação da Terra, e apenas 200 a 400 milhões de anos apos a crosta ter se resfriado, a evolução molecular já havia dado origem a vida. Desde então, as formas de vida sofreram muitas mutações e a evolução darwiniana selecionou as formas de vida mais adaptadas _as condições climáticas da Terra, que mudaram com o tempo.
A evolução do Homo Sapiens, entretanto, por sua alta complexidade, levou 3,8 bilhões de anos, pois sua existência data de 300 000 anos atrás. O Homo Sapiens Sapiens só tem 125 000 anos, e a civilização somente 10 000 anos,
com o fim da ultima idade do gelo.

Embora nenhuma evidência concreta de vida tenha até agora sido encontrada  fora da Terra, os elementos básicos para seu desenvolvimento foram detectados no meio extraterrestre. Por exemplo, a lua Europa pode conter vida, pois ré une os elementos fundamentais: calor, água e material orgânico
procedente de cometas e meteoritos.

A análise de meteoritos do tipo condrito carbonáceo, e a observação de moléculas orgânicas no meio interestelar corroboram a ideia de que os compostos orgânicos podem ser sintetizados naturalmente, sem a atuação de seres vivos. Os compostos orgânicos são simplesmente moléculas com o
átomo de carbono, que têm propriedade elétrica de se combinar em longas cadeias. Vários meteoritos apresentam aminoácidos de origem extraterrestre, que se formaram, possivelmente, por adesão molecular catalisada por
grãos de silicato da poeira interestelar.



A Terra não se formou com a mesma composição do Sol, pois nela faltam os elementos leves e voláteis (H e He), incapazes de se condensar na região demasiadamente quente da nebulosa solar onde a Terra se formou. Mais tarde,
os elementos leves (H e He) secundários foram perdidos pelo proto-planeta porque sua massa pequena e temperatura elevada não permitiram a retenção
da atmosfera. A atmosfera primitiva resultou do degasamento do interior quente, sendo alimentada através da intensa atividade vulcânica que perdurou por cerca de 100 milhões de anos após sua formação. Apesar da ejecção de H2O, CO2, HS2, CH4 e NH3 na atmosfera, esta não possuía oxigênio
livre como hoje, que poderia destruir moléculas orgânicas. A formação de moléculas complexas requeria energia de radiação com comprimentos de onda menores que 2200  A, providos por relâmpagos e pelo próprio Sol, já que não havia, ainda, na Terra, a camada de ozônio que bloqueia a radiação
ultravioleta. O experimento bioquímico em laboratório de Miller-Urey, realizado em 1953 por Stanley Lloyd Miller (1930-2007) e Harold C. Urey (1893-1981), demonstrou que, nessa atmosfera redutora, sob a ação de descargas elétricas, é possível transformar 2% do carbono em aminoácidos, a
base das proteínas. No experimento de Miller-Urey, um frasco contém o "oceano"de água, que ao ser aquecido força vapor de água a circular pelo aparato. Outro frasco contém a "atmosfera", com metano (CH4), amônia (NH3), hidrogênio (H2) e o vapor de água circulando. Quando uma descarga
elétrica (raio) passa pelos gases, eles interagem, gerando aminoácidos (glicina, alanina, ácidos aspártico e glutâmico, entre outros). 15% do carbono do metano original combinaram-se em compostos orgânicos.
Em 1959, Juan Oró, na Universidade de Houston, conseguiu produzir adenina, uma das quatro bases do ARN (RNA) e ADN (DNA), a partir de HCN e amônia em uma solução aquosa. Embora a atmosfera da Terra possa não ter sido redutora no inicio, vários aminoácidos já foram detectados em meteoritos, mostrando que eles podem se formar no espaço.



Vida no Sistema Solar
















A existência de vida inteligente pode ser descartada em todos os demais planetas do Sistema Solar. Em Marte, onde há agua em certa abundância, atualmente em forma de vapor ou sólido, e a pressão atmosférica na superfície é 150 vezes menor do que na Terra, a morfologia da superfície indica
que houve água liquida no passado. O meteorito ALH84001, proveniente de Marte, mostra depósitos minerais que ainda estão em disputa cientifica se são restos de nanobactérias, compostos orgânicos simples, ou contaminação ocorrida na própria Terra.

Vida na galáxia

A inteligência, interesse sobre o que está acontecendo no Universo, é um desdobramento da vida na Terra, resultado da evolução e seleção natural. Os seres inteligentes produzem manifestações artificiais, como as ondas eletro-
magnéticas moduladas em amplitude (AM) ou frequência (FM) produzidas pelos terráqueos para transmitir informação (sinais com estrutura lógica).
Acreditando que possíveis seres extraterrestres inteligentes se manifestem de maneira similar, desde 1960 se usam radiotelescópios para tentar captar sinais deles. Essa busca leva a sigla SETI, do inglês Search for Extra-
Terrestrial Intelligence, ou Busca de Inteligência Extraterrestre.
 Até hoje, não houve nenhuma detecção, mas essa busca se baseia em emissões moduladas de radio, que produzimos aqui na Terra somente nos últimos 60 anos. Hoje em dia, a transmissão de dados por ondas eletromagnéticas está
sendo superada por transporte de informação por fibras óticas, que não são
perceptíveis a distâncias interestelares.


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